Movimentos sociais lançam projeto nacional de lutas para 2011
|
A Coordenação Nacional dos Movimentos Sociais (CMS) – composta por 27 entidades – aprovou ontem (31) um projeto nacional que irá guiar o movimentos sociais nos próximos semestres. Uma das decisões do grupo é aumentar as manifestações populares em 2011, independentemente de quem ocupará a Presidência da República. “Os movimentos têm a convicção que só com a ampliação das manifestações, das passeatas, das greves e das marchas, que a gente vai conseguir ver implementado esse conjunto de proposições que consta no projeto Brasil. Seja qual for o presidente eleito, a gente sabe que vai precisar ter mais pressão do povo nas ruas pra que esse projeto seja implementado”, disse a coordenadora dos movimentos sociais, Lúcia Stumpf. O texto aprovado pelas entidades, entre elas a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Marcha Mundial das Mulheres e a Ação Cidadania, será entregue como pauta aos pré-candidatos à Presidência da República. O documento, dividido em cinco partes (soberania nacional, desenvolvimento, democracia, mais direitos ao povo e solidariedade), defende mudanças na política econômica do país, como a de conceder mais incentivo à produção e à geração de emprego. Os movimentos sociais pedem também a mobilização pela “democratização” do Conselho Monetário Nacional do Banco Central. O texto ressalta a defesa da reforma agrária, a priorização da agricultura camponesa e familiar e a garantia de crédito ao pequeno produtor. As entidades decidiram também apoiar a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução dos salários.
A reforma política, o financiamento público das campanhas
parlamentares, a fidelidade partidária, estão presentes entre as
demandas dos movimentos sociais. Foram relacionadas ainda o fim do
caráter revisor do Senado e o aumento da realização de plebiscitos.
Também entrou na pauta, a defesa de uma política externa independente,
que busque a paz; a destinação dos recursos do pré-sal em benefício dos
brasileiros e a retirada das bases militares estrangerias da América
Latina e do Caribe. |
| Fonte: Agência Brasil |

