Movimentos sociais preparam ato contra 'golpismo midiático'
Entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) confirmaram participação na manifestação que acontece no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, a partir das 19 horas, na capital paulista.
No sábado (18), durante
comício em Campinas, o presidente Lula criticou os meios de comunicação.
"Ah, como (a imprensa) inventa coisa contra o Lula. Se eu dependesse
deles para ter 80%de aprovação no país, eu teria zero", afirmou.
Durante
entrevista coletiva em São Gonçalo (RJ) , na manhã da segunda-feira
(20), a candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff (PT), protestou
contra o que ela chamou de "má-fé" e "parcialidade" da Folha de S. Paulo.
A publicação acusou a petista de contratar uma empresa de pesquisa em
1994 e depois a Secretaria de Comunicação do Governo Federal utilizar os
serviços da mesma empresa, 15 anos depois, em 2009.
Para Eduardo Guimarães, autor do blog Cidadania.com, os veículos que aparecem como ponta de lança da série de acusações contra a candidatura de Dilma e o governo federal têm histórico de participação em "complôs golpistas contra governos legitimamente eleitos". "O último desses complôs entre meios de comunicação e políticos de direita redundou no golpe militar de 31 de março de 1964", compara, em referência ao golpe de estado que deu origem à ditadura, que durou até 1985.
O ato ocorre a partir das 19h, na rua Rego Freitas, 530, próximo ao Metrô República, centro da capital paulista, em frente ao Sindicato dos Jornalistas de Sâo Paulo.

