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Encontro Vozes que transformam

Negro ainda vive em região de porto, diz IBGE

Reportagem de Eduardo Scolese e Angela Pinho, da Folha de S.Paulo, publicada na edição desta terça-feira, revela que a distribuição da população negra no Brasil reflete ainda hoje a ocupação do país durante o período da escravidão. Os dados são de um estudo feito pelo IBGE a pedido da Secretaria Especial da Igualdade Racial da Presidência da República.

De acordo com a reportagem, "a partir dos dados do Censo de 2000, os pesquisadores apontaram uma coincidência entre a alta concentração de população negra [pretos e pardos autodeclarados ao IBGE] e os portos que atuaram como receptores de escravos: São Luís [MA], Salvador [BA], Recife [PE] e Rio de Janeiro [RJ]".

O trabalho do IBGE "aponta ainda a permanência dos negros em regiões para as quais eles se deslocaram de acordo com o desenvolvimento da economia durante a escravidão, como o litoral nordestino e o interior do Maranhão e do Piauí".

Hoje, em cerimônia no Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá o mapa das mãos do ministro Edson Santos (Igualdade Racial). Sob Lula, será a primeira vez que o 13 de Maio será tema de solenidade oficial.

Há, no movimento negro, correntes que não vêem motivos para comemorar essa data, pelo fato de, segundo eles, a Lei Áurea, assinada 120 anos atrás pela princesa Isabel, não ter abolido de fato a escravidão no Brasil.

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