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Nubank pode fechar as portas no Brasil nos próximos dias

Caso o Banco Central (BC) aprove nesta terça-feira (20/12) uma medida que reduz o prazo de pagamentos das vendas aos lojistas de 30 para dois dias, a emissora de cartão de crédito que mais cresce no país, Nubank, correrá o sério risco de fechar.

Atualmente, as regras do BC estabelecem que, quando um consumidor realiza alguma compra com pagamento no cartão de crédito, o lojista deve receber o valor em 30 dias.

Os clientes do Nubank pagam sua fatura em cerca de 26 dias e, segundo a cofundadora do cartão de crédito, Cristina Junqueira, esse valor é utilizado para pagar o adquirente (como a Cielo, Rede e GetNet), que "leva mais dois ou três dias para pagar o varejista", completando os 30 dias de prazo. Com a mudança, a empresa teria que pagar o adquirente antes de receber o pagamento das faturas, o que inviabiliza o modelo da operadora de cartão.

Mesmo que o prazo fosse reduzido de trinta para quinze dias, a cofundadora ainda afirma que não teria como o Nubank sobreviver. A redução do prazo pela metade pediria R$ 1 bilhão de capital adicional. Com um prazo de dois dias, a startup acabaria fechando.

Além dele, outras pequenas emissoras de cartão de crédito, como o das lojas Renner, Riachuelo e Pernambucanas, também podem se prejudicar com a medida.

O presidente do BC, Ilan Goldfajn, irá anunciar as novas medidas de crédito nesta terça-feira (20/12).

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