Os juros e a tendência de declínio do crescimento do índice de emprego
O índice de empregos continua subindo, embora as variações apresentem uma certa desaceleração. A pesquisa do mercado de trabalho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) revela que, apesar do bom desempenho na geração de vagas, ainda é muito elevado (1,84 milhão) o número de pessoas procurando trabalho.
Por Osvaldo Bertolino
A pesquisa detectou também uma desaceleração na alta do rendimento dos trabalhadores. Mas a tendência, pelo menos para a taxa de desemprego, é de continuidade da queda, já que o segundo semestre, sazonalmente, costuma apresentar condições melhores para o mercado de trabalho. Uma inversão de sinal, no entanto, pode ocorrer em 2009, quando se prevê um crescimento menos acelerado da economia, o que sempre tem impacto negativo sobre o mercado de trabalho.
Este ano, o governo projeta um avanço do Produto Interno Bruto (PIB) de até 4,5%. Já para o ano que vem, as projeções estão mais próximas de 3,5%. As medições do índice de "confiança" dos empresários já captam uma propensão à redução do ritmo de investimentos - decorrência de uma perspectiva também pior quanto ao andamento da economia.
Impacto
A percepção é que a situação pode não ser tão favorável como nos últimos anos, o que segura um pouco as decisões de investimentos. Sendo assim, pode haver alguma expansão mais lenta da oferta de emprego. Não se pode descartar a possibilidade de a taxa de desemprego se situar, novamente, acima de 8%. Vai depender muito do impacto que os juros em alta ainda possam ter sobre as atividades econômica e os investimentos produtivos.
O aumento mais forte da taxa de juro pode ser uma estratégia do Banco Central (BC) para encurtar o processo de "aperto monetário", mas comprometerá o ritmo de crescimento da economia em 2009. Além do mais, como a inflação tem como causa basicamente fatores externos - alta dos alimentos e das commodities, além da queda do dólar -, não é de bom tom aceitar esta suposta tese do BC. Por todos os ângulos que se olhe a situação, o que se vê são dias difícies para os trabalhadores pela frente.
Por Osvaldo Bertolino
A pesquisa detectou também uma desaceleração na alta do rendimento dos trabalhadores. Mas a tendência, pelo menos para a taxa de desemprego, é de continuidade da queda, já que o segundo semestre, sazonalmente, costuma apresentar condições melhores para o mercado de trabalho. Uma inversão de sinal, no entanto, pode ocorrer em 2009, quando se prevê um crescimento menos acelerado da economia, o que sempre tem impacto negativo sobre o mercado de trabalho.
Este ano, o governo projeta um avanço do Produto Interno Bruto (PIB) de até 4,5%. Já para o ano que vem, as projeções estão mais próximas de 3,5%. As medições do índice de "confiança" dos empresários já captam uma propensão à redução do ritmo de investimentos - decorrência de uma perspectiva também pior quanto ao andamento da economia.
Impacto
A percepção é que a situação pode não ser tão favorável como nos últimos anos, o que segura um pouco as decisões de investimentos. Sendo assim, pode haver alguma expansão mais lenta da oferta de emprego. Não se pode descartar a possibilidade de a taxa de desemprego se situar, novamente, acima de 8%. Vai depender muito do impacto que os juros em alta ainda possam ter sobre as atividades econômica e os investimentos produtivos.
O aumento mais forte da taxa de juro pode ser uma estratégia do Banco Central (BC) para encurtar o processo de "aperto monetário", mas comprometerá o ritmo de crescimento da economia em 2009. Além do mais, como a inflação tem como causa basicamente fatores externos - alta dos alimentos e das commodities, além da queda do dólar -, não é de bom tom aceitar esta suposta tese do BC. Por todos os ângulos que se olhe a situação, o que se vê são dias difícies para os trabalhadores pela frente.

