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Para estudo do IPEA, a desigualdade caiu no Brasil

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, apresentou nesta segunda-feira (23) um estudo que mostra a redução da desigualdade no país. Segundo os dados, a renda da parcela mais pobre da população cresceu 22% nos últimos cinco anos, enquanto a renda dos mais ricos cresceu 4,9%.

Pochmann avalia que os seqüentes reajustes do salário mínimo acima da inflação e os programas de transferência de renda tiveram impacto fundamental na redução da desigualdade.

O estudo leva em conta apenas as seis principais regiões metropolitanas brasileiras (Recife, Salvador, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro). Nessas regiões, a renda dos mais ricos chega a ser 23,5 maior que a dos mais pobres. Mas essa diferença já chegou a ser de 27,3 em 2003. Segundo ele, a pesquisa parcial antecipa o que está acontecendo em outras regiões do Brasil.

O levantamento feito pelo Ipea mostra a redução do índice de Gini. Esse índice, que mede a desigualdade de um país, varia de 0 a 1. Quanto mais perto de 1, maior desigualdade; quando mais perto de zero, menor desigualdade. Em 2002, o índice era de 0,53 ponto. No primeiro trimestre deste ano, o índice já havia recuado para 0,50 ponto.

Apesar de levar em conta apenas algumas regiões metropolitanas do país, essa é a melhor avaliação desde o início do levantamento, em 1960, quando o índice também ficou em 0,50.

Pochmann alertou que, apesar de haver uma melhor divisão da renda proveniente do trabalho, a massa total de rendimentos ainda tem uma participação pequena em relação ao PIB. Em 1995, 48,8% da riqueza do Brasil era composta pela renda da população. Em 2005, esse percentual recuou para 39,1%.

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