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redes sociais 2023

Participantes do Fórum Social Urbano elaboram documento final do encontro

Unindo o resultado das discussões realizadas desde segunda-feira (22), na noite de hoje, os participantes do Fórum Social Urbano (FSU), que acontece até amanhã no Rio de Janeiro, elaboraram a Carta do Rio. O documento, apesar do nome, pretende unificar demandas mundiais relacionadas aos problemas urbanos e às preocupações do movimento social para a construção de uma cidade mais justa.

A versão final da Carta foi elaborada hoje, durante Plenária Geral que aconteceu no espaço da Ação Cidadania. Um documento base orientou a criação da versão final expondo os principais problemas que a população carioca enfrenta por viver em uma "cidade neoliberal". Entre os mais agudos, estão "mais desigualdade, mais desemprego, pobreza crescente, degradação da qualidade de vida para milhões, injustiça e crise ambientais, aumento da violência, criminalização dos pobres, frustração e desespero".

Apesar de ser espelhada nas situações extremas vividas pela população do Rio de Janeiro, a Carta do Rio acaba por relatar problemas comuns a várias metrópoles "globalizadas" do Brasil e do mundo.

Para transformar esta realidade, iniciativas como o FSU estão buscando implantar "alternativas ao modelo, baseadas em valores e objetivos diferenciados, em outros ideais de cidade, numa urbanidade e num planejamento urbano insurgentes, que desafiam e contrariam o mercado, ao invés de servi-lo subservientemente".

O desafio é encontrar novos caminhos e possibilidades para redesenhar cidades inclusivas, o que pode ser mais facilmente conseguido se for trabalhado a muitas mãos. Por isto, o FSU está aproveitando a oportunidade em que estão reunidos militantes das lutas urbanas, pesquisadores, planejadores, urbanistas progressistas, além de movimentos e organizações para propor estratégias de construção de novas cidades, alternativas ao modelo proposto atualmente.

"(...) estamos agora desafiados a dar um novo passo: construir e estruturar um forte movimento que cimente nossa solidariedade internacional e nos ajude a coletar, organizar e difundir nossas conquistas. Conquistas tanto no campo das lutas e experiências concretas, quanto no campo das lutas culturais e nos embates teóricos e conceituais, na afirmação de novas metodologias de planejamento urbano", afirmam.

Os participantes do Fórum Social Urbano consagraram 25 de março como "Dia Internacional de Luta pelo Direito à Cidade, pela Democracia e Justiça Urbanas". E para não permitir que propostas como esta, construídas durantes os cinco dias de FSU, se dissolvam pretendem realizar um novo encontro, daqui a dois anos, também paralelo ao Fórum Urbano Mundial (FUM), organizado pela ONU-Habitat.

As atividades do FSU seguem até amanhã (26) com as mesas de debate ‘Projetos Neoliberais para Áreas Centrais e Portuárias’; ‘Conflitos e Lutas nas Áreas Centrais’ e ‘Zona Portuária: Porto Maravilha, Para Quem?’, todas baseadas no eixo temático "Grandes Projetos Urbanos e Lutas em Áreas Centrais e Portuárias". À noite serão realizadas ainda atividades culturais.


Fonte: adital.org.br

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