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Petroleiros querem ampliar greve para refinarias

Os petroleiros podem estender a greve de cinco dias que começou na segunda-feira na bacia de Campos, maior unidade de produção do Brasil, para o resto do país e incluir ainda refinarias e terminais de descarga, afirmaram representantes dos sindicatos nesta terça-feira.

Os empregados da Petrobras da bacia de Campos, que produz 80 por cento do petróleo brasileiro, entraram no segundo dia de uma greve planejada até sexta-feira e afirmaram que ainda não foi agendado um encontro com a Petrobras .

A Federação Única dos Petroleiros (Fup) irá se reunir nesta terça-feira para discutir uma greve mais ampla, visando exigir maior participação nos lucros e segurança no trabalho.

"A Petrobras afirmou que sua oferta é final, então agora nós teremos uma queda de braço sobre isso", afirmou José Genivaldo Silva, diretor da Fup. "Nossa proposta de greve afetará o país inteiro e incluirá também as refinarias e terminais".

A Petrobras implementou um plano de contingência para manter a produção com uma equipe emergencial na maioria das plataformas na bacia de Campos. A empresa afirmou na segunda-feira que está produzindo em pelo menos 96 por cento de sua capacidade de 1,8 milhão de barris por dia.


Início da greve

Os petroleiros deram início nesta segunda-feira ao processo de paralisação da maioria das plataformas da Petrobras na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, como planejado em um plano de greve anunciado pelos empregados da petrolífera na semana passada.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (Fup), 33 das 42 plataformas da companhia na bacia passaram a reduzir sua produção gradualmente às 00h00 até que passem somente a produzir a energia que consomem. Contudo, a Fup descarta a possibilidade de escassez de petróleo no país.

De acordo com o diretor da entidade, José Genivaldo Silva, o risco de falta de petróleo inexiste porque o estoques, segundo ele, são suficientes para abastecer o país durante os cinco dias de greve previstos.

A Petrobras não estava imediatamente disponível para comentar o assunto.

Na semana passada os funcionários da maior empresa do Brasil anunciaram uma greve de cinco dias à partir do dia 14, com parada na produção da Bacia de Campos, responsável por 80 por cento do petróleo produzido no Brasil.

Segundo a Fup e o Sindicato dos Petroleiros no Norte Fluminense, as reivindicações são de um maior percentual dos lucros da companhia para os trabalhadores e objetiva também forçar a Petrobras a considerar o dia de saída dos empregados da plataforma como um dia de trabalho.


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