Porque os bancários estão em greve
Após a quarta rodada, comunicamos aos banqueiros que o Comando aguardaria uma manifestação da Fenaban até a segunda-feira, dia 27, o que não aconteceu. Desta forma, reafirmamos que os bancários sempre apostaram na negociação coletiva como forma de solucionar conflitos, mas, impelidos à greve pela intransigência dos bancos, lançamos mãos da GREVE, como instrumento legítimo de reação da classe trabalhadora pela garantia de melhorias nas condições de salário e trabalho.
Veja abaixo o quadro resumido dos passos das negociações dos bancários:
1. A pauta de reivindicações foi entregue à Fenaban no dia 11 de agosto. Em cinco rodadas de negociações (entre 24 de agosto e 22 de setembro), os bancos rejeitaram todas as reivindicações da categoria sobre remuneração, emprego, saúde, condições de trabalho e segurança.
2. Na penúltima rodada, dia 14, os bancos assumiram o compromisso de apresentar uma 'proposta global' na reunião seguinte, dia 22. Mas não cumpriram. Mesmo depois que outras categorias, com a mesma data-base dos bancários (1º de setembro) já estavam fazendo acordos com aumentos reais de salário, a exemplo dos metalúrgicos e petroleiros. No dia 22 os bancos apresentaram a proposta de 4,29% de reajuste (inflação do período) e zero de aumento real. Os bancários estão reivindicando 11%.
3. Os bancos desconsideraram nossa reivindicação e rejeitaram as demandas por melhoria na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), valorização do piso salarial, adoção de medidas de proteção da saúde focadas no combate ao assédio moral e às metas abusivas, mais segurança para trabalhadores e clientes nas agências, garantia de emprego, mais contratações e igualdade de oportunidades para acabar com as discriminações contra mulheres, negros e pessoas com deficiência.
4. Mesmo com a recusa, no dia 23 o Comando Nacional enviou carta à Fenaban solicitando que os bancos apresentassem até o dia 27 nova proposta que contemplasse as expectativas dos bancários, para que pudesse ser apreciada nas assembleias do dia seguinte. Mas a Fenaban sequer respondeu a carta.
5. Essa intransigência é incompatível com a situação privilegiada dos bancos. O lucro líquido apenas dos cinco maiores (BB, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Caixa) somou R$ 21,3 bilhões no primeiro semestre. É um crescimento do lucro líquido de 32% na média em relação ao mesmo período do ano anterior.
6. Em relação ao Banese, a Minuta de Reivindicações Específicas foi entregue desde o dia 23 de agosto. A primeira rodada de negociação aconteceu no dia 9/09; a segunda, no dia 21/09; e a terceira no dia 28/09. Diferente do ano passado, a direção do Banco tem discutido a pauta, mas, poderia ter avançado, principalmente nas cláusulas econômicas, sem precisar ficar esperando pela Fenaban.
7. Os bancários continuam abertos à negociação e aguardam uma proposta dos bancos, a exemplo do que ocorreu com o Banco Regional de Brasília (BRB), que fez um bom acordo com os bancários e a greve terminou no primeiro dia.
Nova Assembleia de avaliação está marcada para a próxima segunda-feira, dia 4, às 17.
SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE SERGIPE
Forte, Independente e de Luta
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