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Preço da cesta básica continua aumentando

Os preços médios da cesta básica continuam subindo, e em maio tiveram alta em 14 de 16 capitais pesquisadas pelo Dieese (neste mês, excepcionalmente, não foram divulgados os resultados relativos a Belo Horizonte).

As maiores altas foram registradas em Natal (4,91%), Curitiba (4,33%), Salvador (2,75%), Belém e Recife (ambas com 1,97%). Já as únicas quedas foram registradas em Campo Grande (-1,92%) e Aracaju (-0,26%). No acumulado em 12 meses, o aumento é generalizado, e em alguns locais variam de 20% a 30%.

A cesta mais cara no mês passado foi a de Porto Alegre, segundo o Dieese (R$ 636,96). Em seguida, vieram as de São Paulo (R$ 636,40), Florianópolis (R$ 636,37) e Rio de Janeiro (R$ 622,76). Aracaju (R$ 468,43) e Salvador (R$ 470,14) tiveram os menores valores em maio.

Salário mínimo
Assim, com base na alta da cesta básica em maio, o Dieese estimou em R$ 5.351,11 o salário mínimo necessário para as despesas básicas de um trabalhador e sua família. Esse valor corresponde a 4,86 vezes o mínimo oficial (R$ 1.100). Em abril, essa proporção era próxima (4,85 vezes).

Já o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta aumentou em praticamente uma hora, para 111 horas e 37 minutos. De acordo com o Dieese, o trabalhador remunerado pelo salário mínimo comprometeu, em maio, na média, 54,84% da renda para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. O percentual também cresceu em relação a abril (54,36%).

Alta de até 30%
De janeiro a maio, os preços da cesta básica sobem até 12,68% (Curitiba). Em alguns lugares, ficaram próximos da estabilidade – São Paulo acumulou aumento de 0,78%. Houve queda em Brasília, Campo Grande, Fortaleza e Salvador. No período de 12 meses, a alta vai de 6,50% (Recife) a 33,36% (Brasília). E supera os 20% em Porto Alegre, Florianópolis e Campo Grande. Na capital paulista, soma 14,39%.

 

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