Presidenta Dilma batiza Plataforma P-59 em Maragogipe
A Petrobras batizou na sexta-feira (13/7), em São Roque do
Paraguaçu, em Maragogipe, no Recôncavo Baiano, a Plataforma P-59. A ação
marcou a retomada das atividades no canteiro, onde ocorreu a
solenidade, com a presença da presidenta da República, Dilma Rousseff,
do governador do Estado, Jaques Wagner, da primeira-dama, Fátima
Mendonça, madrinha da P-59, e da presidente da Petrobras, Graça Foster. O
evento aconteceu após o lançamento da pedra fundamental do Estaleiro
Enseada do Paraguaçu.
A conclusão da P-59 é um importante
marco para indústria naval brasileira e representa a retomada da
produção nacional deste tipo de plataforma, já que há quase 30 anos não
eram construídas, no país, unidades autoelevatórias similares.A nova plataforma de perfuração autoelevatória será alocada primeiramente no poço exploratório Peroá Profundo, localizado no campo de Peroá, na costa do Espírito Santo. Poderá operar em locais onde a profundidade de água varia de 10 a 106 metros, com capacidade de perfurar poços de até 9.144 metros de comprimento, em condições de alta pressão e temperatura.
No total, foram investidos cerca de US$ 360 milhões na construção da plataforma. De acordo com a presidente da Petrobras, Graça Foster, a P-59 tem a finalidade de atender aos cronogramas operacionais de exploração e produção da companhia nos próximos anos e dar suporte à eventual estratégia de incorporação de novos blocos exploratórios em águas rasas.
Tecnologia única
Foster afirmou que a tecnologia utilizada no canteiro de obras em São Roque do Paraguaçu é única no mundo, o que demonstrou a capacidade da estatal em inovação. Segundo ela, outros investimentos estão previstos para a Bahia como, por exemplo, a construção de sondas da Petrobras no Estaleiro Enseada do Paraguaçu.
P-60 em construção
Além da P-59, está sendo construída, no canteiro de São Roque do Paraguaçu, a P-60, que deve ser concluída até agosto deste ano. Os contratos de construção das duas plataformas foram assinados em setembro de 2008, com o Consórcio Rio Paraguaçu. As unidades fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.
“Diziam que o Brasil não tinha capacidade para produzir plataformas. Mas, nós insistimos, e deu certo. Somos construtores de plataformas, somos construtores de muitas coisas. Descobrimos o petróleo, quando todo mundo achava que no Brasil não existia, e descobrimos o pré-sal. Por que não iríamos construir plataformas? O que está ocorrendo aqui é o caminho do futuro. É afirmação de que podemos construir plataformas e fazer muito mais”, disse a presidente Dilma Rousseff.
“Durante muito tempo a indústria naval da Bahia ficou estagnada, mas, felizmente, o governo federal e a Petrobras trouxeram de volta a indústria naval da Bahia. Estamos orgulhosos porque a tecnologia utilizada no canteiro de São Roque do Paraguaçu é única no mundo. Hoje, mostramos aqui a nossa capacidade de construir plataformas, de ajudar a desenvolver o Brasil”, enfatizou Jaques Wagner.
Desenvolvimento na região
A P-59 não significa uma conquista apenas para a Petrobras e o Brasil de forma geral, mas principalmente para a população do Recôncavo Baiano, que teve oportunidade de emprego. “As pessoas treinadas aqui fizeram este empreendimento tão importante. Os empreendimentos instalados no Recôncavo – Estaleiro Enseada do Paraguaçu e Canteiro da Petrobras – estão oferecendo mais trabalho para a região e, consequentemente, mais desenvolvimento econômico”, afirmou o governador.
As obras geraram cerca 2.100 empregos diretos no pico da construção, dos quais 50% vindos do Recôncavo, 25% de São Roque, 15% de outros locais da Bahia e 10% de outros estados.
Fonte: Agecom-BA

