Presidente da Caixa revisará operações com empresas investigadas pela PF
O presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, disse nesta sexta-feira (1/7), que o banco estatal fará uma revisão nas operações com as empresas que estão sendo investigadas pela Polícia Federal pelo pagamento de propinas.
Nesta sexta, a Polícia Federal deflagrou mais uma etapa da Operação Lava Jato, batizada de Sépsis, que tem como um de seus alvos a Eldorado Celulose, uma empresa do grupo J&F, holding da JBS, dona da Friboi. A ação tem origem em duas delações premiadas: a do ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto e a do ex-diretor de Relações Institucionais do Grupo Hypermarcas Nelson Mello.
Segundo Occhi, o banco não fará uma apuração sobre a conduta de Cleto porque ele não tem mais vínculo empregatício com a Caixa. “Estamos fazendo uma revisão das operações que foram aprovadas pela Caixa dessas empresas que estão eventualmente sendo citadas”, afirmou Occhi, depois de participar de entrega de moradias do Minha Casa Minha Vida em Paranoá (DF). Ele afirmou que as operações do banco com o grupo J&F estão sendo pagas em dia. Occhi disse que a Caixa está à disposição do Ministério Público Federal e da Polícia Federal para outros esclarecimentos.
Cleto relatou na delação que o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recebeu propinas em 12 operações de grupos empresariais que obtiveram aportes milionários do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS), que usa parte dos recursos dos trabalhadores para investir em infraestrutura. Ele contou que Cunha cobrava comissões que variavam entre 0,3% e 0,5% ou até mais de 1% dos repasses feitos pelo fundo.
Em relação à Eldorado, Cleto disse acreditar que Cunha tenha recebido valor superior a 1% como comissão. O valor pedido inicialmente era de R$ 1,8 bilhão para obras numa fábrica em Três Lagoas (MT), mas acabou reduzido para R$ 940 milhões.
Fonte: Política Livre

