Presidentes dos sindicatos falam da expectativa sobre Campanha Salarial 2009
Carlos Alberto (presidente do SEEB-Irecê)
" Devemos reforçar a posição nesta conferência para que possamos sair daqui com um índice que realmente reflita a necessidade da maioria dos bancários."
"Tivemos uma diretoria eleita com 97% dos votos. Se a categoria confirmar esta confiança na diretoria nesta campanha salarial, com certeza estará mobilizada."
"Compreendo que a crise não foi originada dos trabalhadores, que não é sua responsabilidade. Deste modo, vamos buscar a reposição das perdas, aumento real, PLR justa, entre outros itens, principalmente, a isonomia nos bancos públicos."
Marcel Cardim (presidente do SEEB-Jequié)
"A expectativa como sempre é de uma campanha muito difícil, principalmente, diante da crise internacional, que os banqueiros usarão contra os bancários. Esperamos superar todas estas dificuldades."
"Vejo com bons olhos (a mobilização). A quantidade de bancários que veio para a Conferência demonstra que podemos ter uma boa mobilização na Campanha Salarial."
"No meu entendimento, a crise de forma alguma afeta o sistema financeiro nacional. Mas o simples fato de ter a crise cria um fator psicológico na categoria. É o fator psicológico que cria a dificuldade."
Jorge Barbosa (presidente do SEEB-Itabuna)
"Enfrentar os banqueiros e a administração dos bancos públicos para conquistar a reposição da inflação e reajuste real dos salários."
"Em relação à mobilização, o momento é de expectativa. A presença dos bancários nos encontros estadual e nacional dos bancos públicos e na presente Conferência aponta para uma expectativa de enfrentamento e a conquista de condições dignas de trabalho."
"Por enquanto, ainda não temos o resultado dos balancetes do segundo trimestre, porém só a existência da crise já soa como uma forte alegação para os banqueiros negarem as reivindicações. Contudo, os índices divulgados no momento são de recuperação a partir do segundo semestre. Portanto, cabe aos bancários a mobilização, tendo em vista nossas perdas salariais."
Euclides Fagundes (presidente do SEEB-BA)
"Nós fizemos uma pesquisa na categoria e foi apontada como uma das principais questões o aumento real do salário e várias outras como saúde e condições no trabalho. Nos bancos privados, o combate ao assédio moral é prioritário. Vemos a possibilidade da disposição dos bancários de participarem da campanha. A movimentação é positiva, embora estejamos no começo."
"A crise é real, existe. Mas os banqueiros continuam com altos lucros, portanto a expectativa é que vão usar a crise para negar as reivindicações. Mas os bancos continuam ganhando. Os lucros serão de espantar para uma economia em crise."
Eliezer Ferreira (presidente do SEEB-Feira de Santana)
"Creio que o estado de espírito da categoria de participar da campanha é de luta por aumento real. Primeiro, porque os banqueiros têm condições de pagar um aumento que compense as perdas passadas, principalmente, nos bancos públicos. Há elementos para buscarmos a categoria e fazermos esta campanha uma campanha vitoriosa, agregando direitos em nossa Convenção Coletiva de Trabalho."
"A crise no sistema financeiro acontece internacionalmente. O sistema financeiro nacional não foi afetado. Por aqui se pratica altíssimas taxas de juros, se obtém escandalosos lucros e um BC que de uma forma ou de outra fiscaliza o sistema, embora lhe beneficie permitindo tarifas escorchantes, que só agora baixaram para um dígito. Tudo o que acontece no sistema financeiro internacional não aconteceu por aqui. Os banqueiros continuam obtendo lucros estratosféricos. Com certeza chegaremos ao fim do ano em condições melhores do que no ano passado."
Antônio Albino (diretor do SEEB-Jacobina)
"Temos a expectativa de uma luta muito boa, tendo como base a choradeira dos banqueiros nesta crise mundial. De uma maneira ou de outra vão querer pagar nas costas dos bancários ou compartilhar conosco."
"O medo de perder o emprego tem colocado os trabalhadores na defensiva, além do fato de não termos conseguido os índices salariais que esperávamos, de forma que ficam amedrontados e a participação na campanha é diminuta. Além da pressão dos administradores, que é um fator de amedrontamento também."
Jandir Rodrigues Dócio (presidente do SEEB-Ilhéus)
"Uma campanha salarial acirrada, dura, com certeza os banqueiros não vão ceder com facilidade nossas reivindicações."
"Estamos mobilizados a cada encontro. Fizemos um encontro em Ilhéus, os dois congressos do BB e da Caixa, para ficarmos preparados e não sermos pegos desprevenidos."
"Os banqueiros vão querer a nossa PLR, vão querer reduzir tudo o que puderem por causa desta crise."
José Souza (presidente do SEEB-SE)
"Acho que teremos uma campanha salarial com um grau de dificuldade, mas que coloca um desafio para a categoria bancária, principalmente, para sua direção, de mostrar para a Fenaban que os bancos no Brasil não foram atingidos como na Europa e Estados Unidos. Isto permite que atendam as reivindicações dos trabalhadores, principalmente, aumento real de salários e uma PLR que os artifícios contábeis não sejam colocados para rebaixá-la. Vai exigir do movimento ousadia, criatividade e luta."
Delson Coelho (presidente do SEEB-Vitória da Conquista)
"A expectativa é positiva. Tenho certeza que com a participação de nossa base podemos conseguir nosso objetivo de aumento real de salário e reposição das perdas."
"Entendo que a crise está com seu perfil definido e não tem como afetar a nossa campanha salarial, haja vista que não atingiu o nosso sistema financeiro nacional e não há perspectiva de atingir. Muito embora os banqueiros vão usá-la para enfraquecer o nosso movimento."

