Previdência quer reduzir gasto com benefícios por invalidez
Com o pagamento desses
benefícios, são gastos R$ 60 bilhões por ano, atualmente pagos a 3,2
milhões de segurados. A meta é economizar R$ 25 bilhões com segurados
reabilitados. As estatísticas do Ministério da Previdência mostram que
hoje 18,7% dos benefícios concedidos são aposentadorias por invalidez.
Para o governo, o limite aceitável para esses casos seria de 10%.
"A
aposentadoria por invalidez está entre os maiores ralos da
Previdência", diz o ministro da pasta, Garibaldi Alves. Um grupo
interministerial trabalha na mudança do modelo de reabilitação. O
objetivo é criar métodos mais modernos de reavaliação física e
profissional dos trabalhadores, com novas tecnologias. A expectativa é
fazer isso sem alterações na lei.
O país já foi considerado
referência internacional na recuperação de trabalhadores e chegou a
exportar para a Espanha, nos anos 1970, o modelo de reabilitação.
Agora, o diagnóstico é que é preciso mudar o programa, que não tem
conseguido recuperar os trabalhadores para o mercado. Para a
Previdência, a atual estrutura faz com que o segurado, ao tentar voltar
ao trabalho, seja recusado pela empresa em que trabalhava, mesmo se o
INSS disser que ele está apto.
O plano que está sendo desenhado
inclui os ministérios da Saúde, do Trabalho e do Planejamento. As
mudanças podem ser estendidas ao funcionalismo. Para auxiliar, o
governo já assinou um acordo com uma instituição alemã especializada. O
aposentado por invalidez fica proibido de exercer qualquer outra
atividade, ou perde o benefício.
Fonte: Folha on Line

