Reforma trabalhista não alavanca contratações
Há quase um ano entrou em vigor a reforma trabalhista, com o pressuposto de aumentar as contratações, garantir os direitos do trabalhadores em mundo de mudanças rápidas e ainda alavancar a economia, segundo anúncio do então ministro do trabalho. O que se tem visto nos 11 meses após a reforma é o oposto. Um levantamento do Insper com o Santander mostra que para a maioria dos empreendedores as mudanças não tiverem influência (49,39%), tiveram influência negativa (9,32%) ou muito negativa (2,35%) na qualidade das decisões de contratação ou demissão de funcionários.
Entre as práticas mais prejudiciais ao trabalhador desde então, estão o contrato de trabalho intermitente (pelo qual o serviço é contratado por períodos específicos) e a flexibilidade para contratar autônomos para serviços fixos. Além disso, pouco antes da reforma trabalhista foi aprovada a terceirização irrestrita, que permite terceirização das atividades centrais das empresas.
É válido ressaltar que ambas as decisões foram tomadas frente a grande pressão contrária da população e com celeridade, tendo como justificativa ser o melhor para a classe trabalhadora. Decisões arbitrárias, que permitem aos grandes grupos empresariais explorar e descartar a mão-de-obra e limita a atuação dos pequenos empreendedores.
Por Rafael Santos

