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Salvador vai sediar próxima reunião da Unasul

Será em dezembro, em Salvador na Bahia, durante a Cúpula do Mercosul, a próxima reunião dos chefes de Estado e de Governo da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). A decisão foi tomada ontem (24/09) durante uma reunião extraordinária do orgão, em Nova York, paralelamente a 63ª Assembléia Geral da ONU.

Segundo agências de notícias, os chefes de Estado e de Governo da Unasul suspenderam a reunião oficial convocada pela presidente chilena, Michelle Bachelet, que aconteceria no fim de outubro em Viña del Mar, no Chile, devido ao fato da Unasul ter realizado duas reuniões extraordinárias nos últimos dez dias, a primeira em 15 de setembro em Santiago, sobre a crise boliviana e a de ontem, em Nova York.

Na reunião de ontem ficou acordado que a comissão investigadora sobre o massacre de Pando, na Bolívia, ocorrido em  11/09, irá a esse departamento boliviano em 29 de setembro.

A comissão, presidida pelo argentino Rodolfo Mattarollo, se reunirá com o presidente Evo Morales e visitará Cobija, a capital do departamento de Pando, e as localidades de Porvenir e Filadelfia, cenário do massacre onde morreram pelo menos 15 camponeses pró-governo.

Em seu discurso na 63ª Assembléia Geral da ONU, a presidente chilena, Michelle Bachelet declarou que a reunião da Unasul para ajudar a mediar o conflito na Bolívia é "um exemplo do multilateralismo baseado em valores democráticos compartilhados". A presidenta afirmou ainda que "os valores da democracia, do diálogo, da paz e dos direitos humanos são cada vez mais fortes na América Latina", acrescentando que "a violência já não tem lugar na política (da região)".

O recém-eleito presidente do Paraguai, Fernando Lugo, afirmou que a ONU deve ser um instrumento capaz de produzir soluções para a fome e prover ao mundo uma maior igualdade entre as nações e a construção de um futuro melhor para todos.

O presidente mexicano, Felipe Calderón, declarou que os países do mundo não devem se eximir do combate ao aumento dos preços dos alimentos. "Devemos atuar de forma decisiva para evitar que este fenômeno anule os esforços já feitos para superar a pobreza", afirmou.

O governo de Cuba, representado pelo vice-presidente do Conselho de Estado e de Ministros, José Machado, afirmou que os Estados Unidos, "única superpotência vigente hoje no mundo", deve assumir suas responsabilidades.

Segundo informa a Ansa, Machado criticou os altos volumes de dinheiro gastos pelo governo norte-americano para combater a crise financeira, atacou "as guerras de conquista, a agressão e a ocupação ilegal, a intervenção militar e o bombardeio a civis inocentes, o armamentismo desenfreado, o saqueio e a usurpação dos recursos naturais do Terceiro Mundo".

Também se pronunciaram na Assembléia Geral da ONU os presidentes de Colômbia, Álvaro Uribe, República Dominicana, Leopoldo Fernandez, Honduras, José Manuel Zelaya, e Costa Rica, Oscar Arias. Hugo Chávez, da venezuela, não participou da reunião.

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