Santander não está à venda no Brasil, diz presidente mundial
O banco Santander não está vendendo ativos no Brasil, disse o presidente mundial do banco, Emilio Botín, nesta terça-feira (22/1), antes de reunião com a presidente Dilma Roussef.
O executivo disse também que o banco deve disponibilizar neste ano de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões em recursos para financiamento a projetos de infraestrutura.
Há duas semanas, voltaram a circular rumores na imprensa brasileira sobre a venda do banco para o Bradesco.
Notícia de venda circulou na imprensa
Na noite do dia 9, a Veja.com, portal da revista Veja, tinha noticiado a compra do Santander Brasil pelo Bradesco, mas depois retirou a informação do ar, a pedido de ambos os bancos, poucos minutos após a publicação original.
De acordo com a matéria original, os funcionários do Santander haviam recebido um e-mail afirmando a negociação.
No dia seguinte, o Santander enviou um e-mail para seus funcionários desmentindo a suposta fusão com o Bradesco. No e-mail, a empresa afirmou que "esses rumores não têm nenhum fundamento e foram desmentidos imediata e categoricamente, tanto pelo Santander como pelo Bradesco".
"O próprio site, 22 minutos após publicar a notícia, a retirou do ar e publicou uma nota retratando-se e reconhecendo o erro, numa demonstração de maturidade do jornalismo que pratica", afirmou o Santander no e-mail a seus funcionários.
Em seu site, a revista divulgou o seguinte comunicado:
"Por uma falha interna de procedimento, durante 22 minutos, de 17h59 às
18h21 desta quarta-feira, o site de VEJA deixou no ar uma manchete errada sobre
o que seria o anúncio da fusão dos bancos Bradesco e Santander. A informação
foi corrigida em seguida pela redação do site, que publicou também os
desmentidos oficiais dos bancos em questão. Essa falsa informação, que reaparece de
tempos em tempos na internet, é fruto de boatos infundados que circulam há seis
meses dando como fonte mensagens atribuídas a funcionários de um dos bancos.
VEJA se desculpa com seus leitores por ter mantido por 22 minutos no site uma
notícia errada que trazia no seu próprio enunciado a chave da sua falsidade. O
texto dizia, infantilmente, que a negociação da fusão fora
"informada" pela instituição a funcionários. Como qualquer pessoa do
meio financeiro sabe, uma operação desse tipo tem que ser, por lei, mantida em
absoluto sigilo e comunicada antes de qualquer outra forma de divulgação à
Comissão de Valores Mobiliários (CVM)."
Fonte: UOL Economia.

