Sem avanços, negociação com a Fenaban continua nesta sexta
Para a decepção da categoria, terminou sem avanços o primeiro dia de negociação com a Fenaban sobre saúde, condições de trabalho e segurança nas agências. O encontro, realizado nesta quinta-feira (8/8) em São Paulo, teve início com uma manifestação dos integrantes do Comando Nacional, que foram à reunião usando uma fita preta em protesto pelas vítimas de violência no setor bancário.
Antes mesmo de entrar no debate sobre saúde e condições de trabalho, o Comando denunciou que alguns bancos não estavam cumprindo a cláusulas 35a. da CCT e a Fenaban se comprometeu em ajustar a mesma.
Em seguida, os representantes dos trabalhadores fizeram uma exposição sobre os temas. O Comando iniciou dando um enfoque diferente em relação à saúde do trabalhador e denunciou a absurda pressão por metas, as péssimas condições de trabalho e o assédio moral que adoece e desmotiva a categoria. A Fenaban tratou a questão com descaso ao afirmar que as metas serão sempre crescentes.
Os bancários cobraram também mais investimentos em segurança nas agências, assunto sempre menosprezado pela Fenaban, que argumenta que a violência é geral. Foi com esta justificativa, que a Federação se negou mais uma vez a discutir a reivindicação da categoria sobre a guarda das chaves com empresas de segurança.
Segundo o diretor da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe Hermelino Neto, presente no encontro, apesar da postura da Fenaban, a reunião foi importante porque discutiu temas relacionados diretamente ao cotidiano da categoria bancária, ou seja, a questão do assédio moral e a pressão por metas, cobrando dos bancos respostas para essas e outras questões.
A negociação será retomada nesta sexta-feira (9/8), a partir das 9h30. A expectativa é de que os banqueiros tenham uma postura menos intransigente e avancem na garantia de melhores condições de trabalho para a categoria.

