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Teletrabalho aumenta desigualdade entre os trabalhadores

Adotado em todo o mundo para garantir o isolamento social, o home office desperta sentimentos dúbios entre fãs e críticos. De um lado, há uma inegável praticidade. Do outro, pesa a ausência do convívio social e a dificuldade em separar o tempo e espaço voltados para o trabalho da vida pessoal, em meio ao mar de incertezas da pandemia.

No caso brasileiro, somente uma parcela dos cidadãos possui o privilégio de trabalhar à distância. Em novembro do ano passado, o contingente de trabalhadores em home office representava 9,1% dos 80,2 milhões de ocupados e não afastados. Mais de 7,3 milhões de pessoas, de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Os números mostram também que geralmente são as pessoas em maior nível de qualificação que conseguem acesso ao teletrabalho.

De acordo com as informações levantadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), brancos têm uma probabilidade bem maior (31%) do que a dos negros (17,53%) de estar em uma ocupação que permite a realização de teletrabalho.

Em relação a gênero, as mulheres têm uma probabilidade (31,20%) maior do que a dos homens (18%) de estar em funções na qual o home office é possível. No entanto, o trabalho doméstico e outras tarefas de cuidado que recaem exclusivamente sobre as mulheres são um grande desafio no trabalho remoto.

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