Termina a greve no serviço público em Sergipe
Os trabalhadores do serviço público do Estado Sergipe de retomaram as atividades nesta sexta-feira (25) após três dias de greve. Ontem à tarde, eles se concentraram na frente do Parque da Sementeira e saíram em caminhada até o Palácio de Despachos, sede administrativa do Governo do Estado, Zona Sul da capital, onde fizeram uma manifestação. A greve foi articulada pelo Movimento Unificado dos Servidores, que envolve 23 categorias profissionais e tem o apoio da CTB e da CUT.
Participaram da manifestação trabalhadores da área da Saúde, médicos, professores, policiais civis, servidores do Fisco, engenheiros agrônomos, técnico agrícolas, médicos veterinários, entre outras categorias. Durante a caminhada, os servidores públicos esclareceram para a população os motivos que levaram os trabalhadores a paralisar as atividades no serviço público do Estado.

Para Edival Góes, presidente da CTB-SE, a paralisação de três dias foi a alternativa encontrada pelos servidores públicos de denunciar para a população o descaso com que o Governo do Estado trata os trabalhadores que mantém a máquina estatal funcionando.
“O governo tem parcelado o pagamento dos salários, ainda não concedeu reajuste salarial e não implantou o PCCV na totalidade. Está penalizando os servidores que não têm a obrigação de ir atrás de dinheiro. Essa é uma atribuição do governador e sua equipe. Foi para isso que ele foi eleito”, disse.
Edival considera que esse é o momento de manter a luta pela valorização do trabalho e parabenizou todos os trabalhadores que se mantiveram firme na luta nos três dias de paralisação. O presidente do Sindifisco, Paulo Pedroza, ressaltou que a greve foi uma demonstração de unidade do movimento dos servidores e de uma insatisfação em relação à política de arrocho salarial e retirada de direitos do governo do estado.
“A expectativa é que tenha continuidade, mesmo que nesse primeiro momento não tenhamos conseguido uma resposta positiva às nossas reivindicações. Não é mais possível suportar as perdas salariais impostas pelo governo. Temos que ir à luta”, enfatizou.
Durante os três dias de greve, o governo reafirmou apenas que está economizando para implantar o PCCV na totalidade e que não tem condições, no momento, de conceder reajuste salarial devido à crise econômica por que passa o Estado.
Niúra Belfort - CTB-SE

