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HSBC reconhece necessidade de negociação e paga PLR no dia 27

As entidades sindicais reiniciaram o processo de negociação com o HSBC nesta terça-feira, dia 19, em São Paulo. Na oportunidade, criticaram as ações unilaterais tomadas pelo banco, especialmente, em relação ao Plano de Saúde, ao Programa de Participação nos Resultados (PPR)  e à Previdência Complementar, que exclui a maior parte dos funcionários. Os representantes do banco reconheceram a necessidade de tornar o processo de negociação mais efetivo. Da base da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, participaram os funcionários do HSBC e dirigentes sindicais Wagner Soares (FEEB), Florêncio Mattos (SEEB-Feira), José Venas (SEEB-Feira) e Cristina Sena (SEEB-Ilhéus).

Jailton Garcia/Contraf-CUT PLR  - O banco anunciou que pagará integralmente a PLR, regra básica mais adicional no valor próximo ao pago na primeira parcela, cerca de R$ 600. O pagamento será efetivado em 27 de fevereiro.

O banco confirmou, portanto, que o pagamento do programa próprio de remuneração (PPR Vendas/PPR Atendimento) será feito sem o desconto na PLR, entretanto este valor terá redução de 15 a 20%, comparativamente ao ano passado, em razão de não ter atingido o fator de cumprimento dos 100% da performance coletiva e pela alta PDD (Provisões para Devedores Duvidosos), que somente no primeiro semestre de 2012 foi três vezes maior do lucro líquido.

Saúde do Trabalhador - O banco fez alterações unilaterais no plano de saúde em janeiro prejudiciais para os funcionários, retirando direitos do pessoal da ativa e dos aposentados. Para Wagner Soares, "diante dos grandes lucros, o banco deveria melhorar o plano de saúde dos funcionários e não piorá-lo". Além dos reajustes que encarecerão o custo dos trabalhadores, o HSBC está criando uma nova divisão entre os bancários: os que são beneficiados pela Lei Federal nº 9.656/98 e têm direito a manutenção do plano de saúde (seis meses a dois anos) por contribuírem mensalmente e os que não terão a chance de contribuir e, por isso, não poderão usufruir da manutenção para além do que determina a convenção coletiva (máximo de 270 dias).

Durante a reunião, os representantes do banco apresentaram as mudanças feitas no plano em detalhes. A proposta do movimento sindical é a suspensão das mudanças e o início do processo de negociação. Há sete anos o banco não negocia melhorias no plano de saúde com o movimento sindical. O HSBC deve avaliar as propostas e uma nova reunião foi marcada para a primeira quinzena de março para tratar sobre o assunto.


Com informações da Contraf

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