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Empregabilidade precisa ganhar centralidade na luta atual

É óbvio que diante da ameaça fascista, a defesa da democracia tem nos mobilizado bastante. E está correto. A despeito da incompreensão de alguns setores da esquerda temos obtido êxito na tarefa de construção da “Frente Ampla contra o Fascismo”.

Mas precisamos ter em mente que na cabeça de milhões de brasileiros a preocupação é como sobreviver dia após dia.

A pandemia tirou o véu sobre a precarização do mundo do trabalho. Milhões que sobreviviam por conta própria se viram de uma hora para outra sem esta possibilidade.

O Auxílio Emergencial de 600 reais, conquistado com a articulação das centrais sindicais e dos partidos de esquerda no parlamento, demorou e expôs milhões de brasileiros às humilhações nas aglomerações nas agências da Caixa. Além de um problema de saúde pública, esta situação por certo não sairá da memória daqueles que foram ali expostos. Mais do que isso, ainda existem milhões que não foram contemplados.

Assim a prorrogação deste Auxílio deve ser a grande bandeira que os setores de esquerda e sindicais precisam agitar neste momento.

Um segundo aspecto da empregabilidade que precisa ser bandeira de agitação nossa diz respeito ao crédito subsidiado para MEIs e as micro, pequenas e médias empresas, bem como para a agricultura familiar.

As primeiras por serem responsáveis pela maioria dos empregos da população e a última por ser responsável por 70% dos alimentos que consumimos.

Apesar do governo ter liberado 1,3 trilhões de reais para os bancos, este dinheiro ainda não chegou na ponta pois os banqueiros exigem garantias que o o público alvo não tem como oferecer.

Nas preocupações deste público a bandeira da democracia é simpática, mas subjetiva. Ao passo que a perspectiva de sobrevivência imediata é plenamente palpável.

Ao levantarmos estas bandeiras ao lado da defesa da democracia cumprimos duas tarefas centrais: nos diferenciamos da oposição de centro direita e estouramos a bolha da polarização.

Desta forma penso que todas as nossas frentes de atuação devam trazer para o centro do debate a defesa da empregabilidade concreta, em especial os movimentos de juventude, pois são os jovens o setor mais cruelmente atingidos e com um grande potencial de mobilização.

* Artigo publicado originalmente na página do PCdoB Bahia.

emanoel souza c37a1 Emanoel Souza de Jesus é economista, jornalista e secretário Geral da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe.

 

 

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